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domingo, 5 de abril de 2026

Alchemised

abril 05, 2026 0 Comments
Diário de leitura: Alchemised, de SenLinYu

Cláudia Forte-baruletras


Comecei Alchemised, de SenLinYu, sem saber exatamente o que esperar. Às vezes faço isso de propósito: entro na leitura quase às cegas, como quem aceita um convite sem perguntar muito sobre o destino.

Logo nas primeiras páginas, percebi que não seria uma leitura comum. Há uma densidade no ar. Não é só a história, é o ambiente, o peso das imagens, o silêncio entre as cenas. Tudo parece carregado de algo que ainda não se revela por completo. Confesso que, no início, estranhei. Não é o tipo de livro que explica, que conduz pela mão. Ele exige presença.

E eu fui ficando.

Em alguns momentos, tive a sensação de estar caminhando por um lugar em ruínas, não apenas físico, mas emocional. Como se cada cenário refletisse algo quebrado por dentro dos personagens, e isso me tocou mais do que eu esperava.

Não é uma leitura rápida. Não é leve. Houve trechos em que precisei parar, respirar, voltar algumas linhas. Não porque fosse difícil de entender, mas porque parecia denso demais para passar direto. E isso, curiosamente, me prendeu ainda mais.

O que mais me chamou atenção foi o silêncio. Esse livro fala muito no que não diz. Há sentimentos ali que não são nomeados, mas que a gente sente. É como se a autora confiasse que o leitor vai perceber, e de alguma forma eu percebi. Nem sempre com clareza. Mas senti.

O título, Alchemised, foi ganhando outro significado ao longo da leitura. Fiquei pensando nessa ideia de transformação… não aquela grandiosa, quase mágica, mas a transformação interna, lenta, às vezes dolorosa. Aquela que acontece sem alarde. Talvez seja disso que o livro trate.

Ainda estou processando muita coisa. Não é uma história que se fecha quando termina. Ela fica. Ecoa. Volta em pequenos pensamentos ao longo do dia. E eu gosto disso.

Não sei se recomendaria para qualquer momento da vida. Mas, para quem está disposto a sentir mais do que entender, pode ser uma experiência muito bonita, ainda que um pouco incômoda.

E, às vezes, são exatamente essas que mais valem a pena.

 


sexta-feira, 3 de abril de 2026

O Pequeno Príncipe e a Criança que Ainda Vive em Nós

abril 03, 2026 0 Comments



Um convite à sensibilidade em tempos de pressa e endurecimento emocional

O Pequeno Príncipe não é apenas um personagem literário. Para mim, ele representa a memória viva da criança que carregamos dentro de nós. É aquela parte que ainda enxerga o mundo com delicadeza, curiosidade e encantamento, mesmo quando a vida adulta insiste em nos tornar rígidos. 

Ao longo de sua jornada, o pequeno príncipe nos lembra de verdades simples, mas profundamente transformadoras. 

Ver com o coração é essencial.  
O que realmente importa não pode ser medido ou quantificado. O essencial se revela nos afetos, nos gestos e nas experiências que escapam à lógica dos números. 

A curiosidade é um ato de resistência.  
As perguntas que deixamos de fazer ao crescer são justamente aquelas que nos conectam com o sentido da vida. Recuperar essa curiosidade é, de alguma forma, recuperar nossa humanidade. 

Amar é responsabilizar-se.  
A rosa do príncipe simboliza os vínculos que cultivamos. Aquilo que cativamos passa a exigir cuidado, presença e compromisso.


A pureza também é força.  
Em um mundo movido por aparências e poder, a verdadeira grandeza está na capacidade de sentir, compreender e cuidar. 

Por meio dessa narrativa sensível, Saint-Exupéry nos oferece não apenas uma história, mas um espelho. E talvez também um caminho de volta. Volta para aquilo que fomos um dia e que, em algum lugar dentro de nós, ainda somos. 

Talvez seja por isso que essa obra atravessa gerações: porque o pequeno príncipe não vive apenas em seu planeta. Ele vive em cada um de nós. 
E talvez crescer não seja perder a infância, mas aprender a reencontrá-la. 

Cláudia Forte

segunda-feira, 30 de março de 2026

📚✨ Indicação Especial de Estudos em Língua Portuguesa

março 30, 2026 0 Comments



✍🏻O aprendizado da nossa língua se torna muito mais rico quando temos boas referências e bons mestres. 

A professora Rosane Reis (@prof.rosanereis) tem sido essencial na minha caminhada, indicando obras que ampliam meu olhar sobre o português e sobre a literatura brasileira.
Entre os livros que ela me apresentou estão clássicos de Machado de Assis, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Bons Dias que revelam a genialidade do autor e sua contribuição para a literatura mundial.
Além disso, há obras de referência indispensáveis para quem deseja compreender a estrutura da língua, como:
• Moderna Gramática Portuguesa (Evanildo Bechara)
• Gramática Houaiss da Língua Portuguesa (José Carlos de Azeredo)
• Sintaxe (Mário A. Perini)
• Morfologia (Carlos Alexandre Gonçalves)
• Gramática do Português Brasileiro Escrito (Vieira & Faraco)

✍🏻Essas indicações equilibram teoria e prática, unindo o rigor da gramática com a beleza da literatura.

❤️E aqui preciso abrir meu coração: não tenho palavras para agradecer o acompanhamento, a atenção e o carinho que a professora Rosane Reis (@prof.rosanereis) dedica não só a mim, mas a todos que entram em contato com ela. Sua generosidade e paixão pelo ensino tornam o estudo da língua portuguesa uma experiência muito mais leve e inspiradora.

Recomendo fortemente não apenas a leitura dessas obras, mas também o acompanhamento da página da professora Rosane Reis (@prof.rosanereis), que compartilha conhecimento com dedicação e amor pela nossa língua.

🤗 E, por fim, não poderia deixar de mencionar os professores Amauri Franco (@amaurifranco.prof) e Marcos Bagno (@bagno.marcos), com quem também estou tendo aulas no curso Machado Desvendado, que têm enriquecido ainda mais essa jornada de descobertas e aprendizado.



sábado, 4 de outubro de 2025

Quadras De Rodas

outubro 04, 2025 0 Comments

 




A música constrói um retrato de um mundo onde a liberdade é cerceada, os valores são distorcidos, e o sofrimento se repete. Mas mesmo assim, o passarinho canta, há resistência, há voz, há arte. Ivan Lins e Vitor Martins usam a poesia para denunciar, emocionar e despertar.

Descrição sobre cada estrofe

O passarinho representa o ser humano ou o artista que, mesmo preso, continua a se expressar.
A gaiola simboliza a falta de liberdade, seja física, política ou emocional.
O verso sugere que a expressão plena só acontece em liberdade, e que o canto preso é um ato de resistência.

O marinheiro, figura ligada à liberdade e à vastidão, acorda para um mundo onde os elementos essenciais foram roubados.
O céu e o mar, símbolos de infinitude e esperança, foram tomados, uma metáfora para a perda de horizontes e de sonhos.
Pode ser lido como uma crítica à destruição dos valores fundamentais ou à manipulação da realidade.

O vigia representa a vigilância constante, o controle sobre o cotidiano.
A ausência de amanhecer indica que não há renovação, nem esperança — como se o tempo estivesse bloqueado pela repressão.
O amor, que deveria ser livre e iluminado, está alheio à escuridão imposta.

Uma crítica à inversão de valores, à aceitação do feio como belo, do falso como verdadeiro.
O verso sugere que erros do passado estão sendo repetidos, que a alienação persiste.
Expressa a dor coletiva, o sofrimento social.
A repetição indica que a história se repete, que o povo continua a sofrer pelas mesmas razões.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

A Liberdade dos Versos: Letras Sem Gramática

dezembro 18, 2024 0 Comments
 Imagem: www.asblpourvivreautrement.be/logopedie/ ✍️


Estudo Letras, que alegria, 

Mas sem gramática, que utopia! 

Conjugação de verbo? 

Nem pensar, Acho que vou só poetizar.


Na aula de semântica, só vou voar, 

Palavras sem regras, a brincar. 

Sintaxe? Quem precisa disso? 

Meu mundo é livre, sem compromisso.


Enquanto colegas conjugam e sofrem, 

A  poesia e prosa me envolvem. 

Adjetivos e advérbios a se soltar, 

Sem gramática, meu coração a cantar.


Literatura é meu verdadeiro amor, 

Narrativas e contos, que esplendor!

Deixo as regras para os gramáticos, 

Eu sou rebelde, amo os dramáticos.


Com Clarice e Drummond a me guiar, 

Na liberdade das letras quero me encontrar. 

E assim vou navegando na poesia, 

Estudando Letras, na mais pura alegria.


Cláudia Forte.


Motivo por trás desses versos

Escrevi esses versos para enfatizar a ideia de que, no curso de Letras Português, o foco não é o estudo da gramática da língua portuguesa. Ao invés disso, exploramos uma vasta gama de temas que vão muito além das regras gramaticais. Nosso curso abrange literatura, crítica literária, teoria literária, linguística, semântica, análise de discurso, e muitos outros campos.

O poema reflete a liberdade e a alegria que encontro na literatura, onde posso me expressar de maneira criativa e explorar diferentes aspectos da linguagem. Quero mostrar que, enquanto a gramática pode ser um campo de estudo à parte, a verdadeira paixão para mim reside na literatura e na liberdade poética. Guiado por grandes nomes como Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade, esses versos são uma celebração da diversidade e da riqueza do estudo das letras, muito além da gramática.





Neste vídeo, a professora @prof.tamiresoliveira explica que o curso de Letras Português não se foca apenas na gramática. Em vez disso, exploramos literatura, crítica literária, teoria literária, linguística, semântica, análise de discurso e muito mais. A formação é rica e variada, proporcionando uma compreensão profunda da língua e da literatura.
Assista para entender melhor essa jornada e descubra a verdadeira beleza e complexidade do estudo do curso de Letras.